Entrevista do mês com Robson Fernando de Souza sobre o livro “Veganismo: as muitas razões para uma vida mais ética” – literatura pelos animais

O site Cultura Veg gostaria de agradecer o autor brasileiro Robson Fernando de Souza pela entrevista sobre o seu recém lançado livro “Veganismo: as muitas razões para uma vida mais ética”. Robson também é autor do site Veganagente (clique aqui) e do blog Consciencia.blog.br (clique aqui).

Acreditamos que a leitura do livro irá inspirar e ajudar muitas pessoas rumo ao veganismo e a um maior entendimento sobre os direitos dos animais. Parabéns pela iniciativa!

1 – Robson, o que motivou você a escrever o livro “Veganismo: as muitas razões para uma vida mais ética”?

Eu já tinha um sonho, desde 2007 – época em que eu me tornei vegetariano e comecei a gostar de ler livros e escrever artigos de opinião –, de escrever um livro que tivesse ou incluísse como tema o veganismo e os Direitos Animais. Depois de vários projetos descartados ou engavetados de livros, tive a ideia de lançar em livro uma compilação de diversos artigos da categoria de posts Seja Vegan do Veganagente. Compilei os artigos ao longo do ano de 2016 e, na segunda revisão, tendo renovado e aprimorado meu estilo de escrita, decidi reescrever parcial ou totalmente artigo por artigo e incluir alguns textos inéditos.

 2- Vimos que o livro é muito rico em informações e possui mais de 500 páginas, quanto tempo levou para terminá-lo?

 O livro tem artigos cuja primeira versão é datada de 2013, e outros que eu escrevi entre o final de 2016 e fevereiro de 2017. A compilação e aprimoramento dos textos, em si, durou uns dez meses. Então posso dizer que o livro, desde que foi idealizado, demorou pouco menos de um ano para ser concluído e publicado, apesar de se basear em artigos mais antigos.

 3 – O que o seu livro traz de novo para a literatura vegana brasileira?

 A literatura vegana brasileira precisava de um livro nacional mais completo que trouxesse uma riqueza de detalhes sobre o que são veganismo, Direitos Animais e especismo; uma explanação fácil de entender sobre os princípios ético-filosóficos do veganismo; por que ser vegan; as crueldades da exploração animal (sem precisar apelar para o bem-estarismo); os impactos ambientais e humanitários da pecuária e da pesca; uma compilação de respostas a crenças e mitos antiveganos do senso comum; respostas a argumentos bem-estaristas e um elencamento dos benefícios do veganismo para seus adeptos e o mundo como um todo. Em outras palavras, um guia completo sobre a ética vegana e os porquês de abraçá-la e vivê-la que tivesse uma abordagem bastante abolicionista.

Ser vegan é uma delícia, muito melhor e mais recompensante do que ser uma pessoa não vegana.

 4 – Qual mensagem você busca passar com o livro? Ele é somente voltado para os veganos ou também foca no público não vegano?

 A mensagem que eu passo para o livro é que o veganismo e os Direitos Animais são mais fáceis de entender e gostosos de se aderir do que se acredita. Quando visto de longe, o veganismo pode parecer um fardo, uma série de sacrifícios, mas quando se descobre do que ele se trata, a pessoa percebe que ser vegan é uma delícia, muito melhor e mais recompensante do que ser uma pessoa não vegana.

Sobre o público-alvo do livro, ele inclui tanto pessoas já veganas que precisam de um enriquecimento teórico e argumentativo, e querem uma mão amiga para ajudar a passar para outras pessoas as mensagens do veganismo, quanto pessoas não veganas que simpatizam com nossa causa e têm um interesse de conhecê-la. Também acredito que o livro será excelente para ser utilizado em aulas de Filosofia, Sociologia e disciplinas universitárias que tenham alguma conexão com os Direitos Animais e os novos movimentos sociais.

 5 – Como o veganismo entrou na sua vida? E quais seus autores veganos preferidos e que lhe inspiraram a escrever este livro?

 O veganismo foi entrando na minha vida pouco a pouco desde 2005, quando, no saudoso Orkut, tive meus primeiros contatos direitos com defensores de animais, vegetarianos e veganos. Nos primeiros dois anos eu tive alguma dificuldade e relutância de entender os porquês de parar de consumir produtos de origem animal, mas isso foi se dissolvendo pouco a pouco até que, em agosto de 2007, me tornei vegetariano – já abandonando todos os alimentos de origem animal de uma só vez. Depois de vários meses largando os produtos não alimentícios não veganos pouco a pouco, me tornei vegano em julho de 2008.

Os autores veganos que me inspiraram a escrever foram Sônia Felipe, Gary Francione e Tom Regan – este último recebeu uma carinhosa homenagem no pré-textual do meu livro.

Assisti A Carne É Fraca e Terráqueos, e esses dois documentários me ajudaram a fixar na minha consciência o respeito aos animais e perceber que tomei um maravilhoso caminho ético sem volta.

 6 – Qual o documentário, filme ou fato que despertou você para o veganismo?

 O que me despertou para a necessidade de abandonar o consumo de produtos animais foi uma reflexão que tive, em agosto de 2007, na época do rodeio de Barretos daquele ano, sobre o quanto era contraditório estar defendendo uns animais e, ao mesmo tempo, comendo outros. Foi ali que a ficha caiu para mim e decidi enfim, depois de dois anos de contato com os veganos e vegetarianos da época, começar me tornando vegetariano por abandonar os alimentos de origem animal. Nas primeiras semanas de vegetariano, assisti A Carne É Fraca e Terráqueos, e esses dois documentários me ajudaram a fixar na minha consciência o respeito aos animais e perceber que tomei um maravilhoso caminho ético sem volta.

 7 –Para quem estiver interessado sobre o livro: onde ela ou ele pode adquiri-lo?

O livro pode ser comprado no site do Clube de Autores. Adorarei também se os estabelecimentos veganos e vegetarianos que comercializam livros em suas dependências de repente quiserem adquirir exemplares físicos dele no mesmo site pra revendê-los a quem não quer esperar pelos Correios.