Ferrero processa marca vegana de creme de chocolate, mas qual o motivo?

Recentemente a Unilever Hellmann’s processou a marca estado-unidense de maionese vegana “Just Mayo”, alegando que a marca estaria enganando o consumidor ao vender uma maionese sem ovo, quando, para eles, toda maionese deveria conter o ingrediente. O caso rendeu grande polêmica no meio jornalístico vegano e ecológico, principalmente porque o motivo parece ser “um pouco fraco” demais para esconder o fato de que possivelmente os consumidores estão preferindo a maionese vegana à convencional, gerando preocupação para a grande corporação.

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Recentemente, surge um novo caso de uma grande multinacional processando uma pequena empresa vegana e ecológica, mas agora na França. A marca Nuté+, que produz creme de chocolate com avelã está sendo processada a pagar 70.000 euros para a Ferrero, porque, segundo eles, a marca copia a Nutella. O problema desta alegação é que a fórmula do produto vegano é totalmente diferente da fórmula da Nutella, já por não conter leite e óleo de palma, mas pelo fato de que a proporção de castanhas é maior no produto vegano. Outro fato estranho demais para acreditarmos nos reais motivos da Ferrero é que a identidade visual do produto vegano Nuté+ é completamente diferente e não lembra em nada a Nutella, além de nem mesmo competir pelo mesmo mercado, já que a Nuté+ só é distribuída em lojas de produtos orgânicos da França.

noisAté então, a pequena empresa diz estar confiante na honestidade da justiça de seu país e diz que espera ganhar o processo. Apesar disso, todos estão muito receosos, pois o processo é liderado por uma grande multinacional de grandes proporções. Vamos torcer para que a Nuté+ continue podendo vender seus produtos livres de crueldade, mas enquanto isso, começamos a nos perguntar qual o medo que grandes tubarões como estes têm de empresas tão pequenas como estas. O veganismo está crescendo e cresce com ele a conscientização de parte da população para os riscos do excesso de açúcar e dos derivados animais na dieta. Será que a maior procura por produtos saudáveis e éticos está começando a preocupar as grandes multinacionais? Fica a critério de cada um!