Novela da globo incentiva bullying contra crianças vegetarianas

A novelinha “Malhação” da rede globo de televisão causou revolta nos veganos, vegetarianos e também em não veganos, onde mostra cenas de uma criança vegetariana sofrendo bullying por não comer carne. O autor da novela perdeu a chance de educar as crianças mostrando que deveríamos respeitar as diversidades, mostrando que as crianças podem ser veganas ou vegetarianas com uma alimentação 100% vegetal e conviver bem com as outras. No início da cena tudo nos leva a pensar isso se não fosse o final deprimente e “comercial”.img_mal

Em muitas das lamentáveis cenas uma criança não-vegetariana fica tentando convencer a personagem a comer carne e ainda afirma as falácias mais comuns dos adultos defensores da carne: “Você está com falta de proteína” e ainda de forma irônica fala que a personagem vegetariana está ficando “verde” por comer muitos vegetais.

Se já não bastasse toda a desinformação sobre a dieta vegetariana que verdadeiramente consiste em alimentos 100% vegetais sem nada de origem animal, em outra cena o pai ainda faz mais confusão sobre a questão das proteínas e os alimentos substitutos.

Na cena mais polêmica “digna” de um filme publicitário por coincidência ou não, o pai diz que “chamar carne de cadáver é preconceito” e que a filha estava sendo preconceituosa por dizer aquilo. E o pior ainda estava por vir no final dessa cena a criança não vegana que tentava convencer a vegetariana a comer carne com total insensibilidade ainda diz: “Calma Rafa o boi está morto não vai fugir não”.

Será que tudo foi uma coincidência que essas cenas se parecem muito com uma de um cantor famoso ex-vegetariano protagonizou em prol de uma indústria de carne? Será?

Vocês acreditam que as crianças pensariam dessa maneira? Faltou à novelinha informar a verdade da origem da carne, mas sabemos que isso ela nunca irá mostrar. Se você se interessou assista o documentário “Terráqueos” (clique aqui) ou “A carne é fraca”. (clique aqui). Veja abaixo as cenas completas e tire suas próprias conclusões.